jul 17, 2017
O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovado no dia 13 de julho, pelo Congresso Nacional, restringe as admissões de novos servidores públicos.
O relator da proposta, deputado Marcus Pestana (PSDB-MG), alterou o texto do governo de modo a permitir a convocação de pessoal para o TJDFT, e também para a Câmara dos Deputados e TCU. No entanto, essa medida não surtirá efeito, pois as três instituições supracitadas apresentam gastos acima do teto, portanto, não possuem margem para convocação.
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Além dos casos citados, só poderá ocorrer posse de novos servidores para reposição de vagas surgidas entre 15/12/2016 (data de entrada em vigor do Novo Regime Fiscal) e 31/12/2017; para substituição de terceirizados; para cargos custeados pelo Fundo Constitucional do DF; e para as Forças Armadas.
Para o Sindjus, tal iniciativa ameaça o fortalecimento do Judiciário e do MPU, bem como, a ampliação do acesso à Justiça. Segundo o relatório Justiça em Números 2016, o total de processos que tramitaram no Judiciário no ano anterior ultrapassava a casa dos 102 milhões, um aumento superior a 2 milhões de processos em relação ao levantamento passado. Enquanto a Justiça é cada vez mais acessada pelos brasileiros, o Judiciário e o MPU enfrentam déficit de servidores. Essa restrição de admissões pode gerar sobrecarga de trabalho e agravamento nos índices, já preocupantes, de adoecimento.